13 de dez de 2009

Todo trabalho é pouco



Para cultivar videiras em regiões subtropicais, há que se prevenir do excesso de chuva, dos pássaros e das doenças fúngicas. A cobertura com túneis de plásticos associada a proteção individual dos rácemos de uva com saquinhos de TNT (tecido não tecido) permite um desenvolvimento ideal. Dá trabalho, mas compensa pela qualidade e sanidade das vinhas.
Para esta safra, esperamos umas 1200 garrafas de um vinho espetacular, produzido a 1600 metros de altitude em plena serra da mantiqueira. Tim Tim!!!

6 de dez de 2009

O dia de campo




MAIS DE 70 PESSOAS ESTIVERAM PRESENTES NO DIA DE CAMPO DESTE ÚLTIMO SEMINÁRIO. FOI POSSÍVEL CONFERIR POMARES DE PÊSSEGOS, AMEIXAS, NECTARINAS, MARMELOS, AMORAS, FRAMBOESAS, VINHEDOS, CASTANHEIRAS E MACIEIRAS, ENTRE OUTRAS ESPECIES FRUTÍFERAS. OBRIGADO A TODOS. FOTOGRAFIAS DO AMIGO PAULO TOLEDO.

27 de nov de 2009

Lúpulo, a alma da cerveja


As primeiras mudas de lúpulo (Humulus lupulus) que conseguimos estão produzindo a flores que serão os cones utilizados em cervejas. Para utilização, os cones de lúpulo, devem ser secos a sombra e colocados num sachê durante a fermentação. Os microbrewer´s, como são chamados preferem utilizar os cones ao invés de utilizar o lúpulo peletizado, pois desta forma obtêm-se um extrato mais apurado e consequentemente uma cerveja mais sofisticada.
As plantações de lúpulo devem ser tutoradas e costumam ser vistas em grandes plantações na tchecoslováquia, em tutores que atingem té 7 metros de altura.

3 de nov de 2009

Avelãs made in Brazil




As avelãs (Corillus avellana) estão em sua fase final de maturação. Da familia das betulaceas, (bétulas) são plantas que atingem porte de pequenas árvores (até 10 metros) e apresentam um aspecto muito ornamental, perdendo suas folhas no outono. Os frutos (secos) são ricos em óleos e muito apreciados na culinária em geral, especialmente nas sobremesas.

Parece capa de disco!!!


Lembra as capas de discos do Pink Floyd e Led Zeppelin, mas é aqui na mantiqueira.
A paisagem rural, além de nostálgica é aconchegante e convidativa. Em alguns países da Europa os produtores rurais recebem subsídeos apenas para manterem os costumes e tradições rurais, a título de preservação cultural e também ambiental.

27 de out de 2009

IV SEMINÁRIO DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO


Está marcado para os dias 02 e 03 de dezembro deste ano o IV SFCT, que será realizado em São Bento do Sapucaí - SP , dando continuidade ao projeto de estímulo da fruticultura na região da Mantiqueira . O Seminário ira abordar temas de comercialização, técnicas de produção e melhoramento genético, além de experiências práticas de projetos regionais. No primeiro dia serão palestras e no segundo dia haverá incursões em áreas de produção onde serão demonstrados diversas culuras, como ameixa, amora, framboesa, pêssego, nectarina, uvas viniferas, castanhas portuguesas, etc.
O custo da inscrição é de R$ 50,00 e deverá ser feita na Fazenda Experimental da Cati em São Bento do Sapucaí-SP. (tel. 12 39711306)

19 de set de 2009

Local Foods









De cima para baixo: Suilus luteus, um primo do fungo porcini, secando ao sol; Trutas arco-íris pescadas no riacho do sítio; framboesas frescas, leitões tratados com castanha portuguesa.
Algumas coisas não tem preço.

As groselhas







Este ano foi a primeira vez que houve uma boa diferenciação floral nos ramos das groselhas. Haverá certamente uma produção , que ha anos esperávamos. Na literatura encontrava-se afirmações que as groselhas produziriam com 3 a 4 anos e de fato foi o que aconteceu. Somente após 3 anos é que conseguimos verificar a tão esperada produção.

MATERNIDADE



Aqui tudo começa. Na estufa de enraizamento e germinação, com uma nebulização controlada, inicia-se o processo de propagação. Damascos, pêssegos, peras, ameixas, nectarinas, cerejas, amoras, framboesas, mirtilos, cranberries, oliveiras, groselhas, cassis, viburnum, alnus, ulmus, betulas, alamos, sequoias, uvas, áceres, avelãs, castanhas portuguesas, sabugueiros, salgueiros, camelias, ciprestes, podocarpus, e uma centenas de outras plantas, que fazem parte de nossa coleção são reproduzidas, ora por sementes, ora estaquias, enxertias, alporquias e outros métodos. Quando apresentam um aspecto de um propágulo sadio e consegue absorver nutrientes pela raiz, as plântulas vão para o viveiro onde ficam de 1 a 3 anos se formando sob a proteção de um telado.





18 de jun de 2009

Isso é de comer?????


Essas amoras Chicasaw´s são mesmo grandes!! Até agora foram as maiores de nossas experiências.. Maiores que a própria Tupi. Têm um sabor um pouco mais ácido e seus receptáculos são muito grandes, em comparação aos da Tupi. Mas são muito interessantes....

12 de jun de 2009

jardim de berries

Da esquerda para a direita: Rubus ursinus (amora preta cv tupi) - Rubus loganobaccus (Loganberry), Rubus idaeus (framboesa cv heritage) , Rubus idaes (framboesa fall gold) , Rubus erithrocladus (amora verde); Vaccinium corimbosum (mirtilo delite)

Nada melhor que colher suas próprias berries!! Para uma geléia, um suco ou ainda comer com cereais no café da manhã... Um jardim de berries é uma opção para quem quer ter exclusividade no seu quintal ou na sua chácara. É uma experiência única. Onde a saúde encontra o sabor. Onde as crianças se encantam, de tal forma a terem boas recordações para as clássicas redações "Minhas Ferias" . Mirtilos, amoras, framboesas e groselhas. Frutas. Utopia. Frutopia!!!!

5 de jun de 2009

Porque as plantas precisam do frio?




As plantas de clima temperado estão tão adaptadas ao frio que sem ele não completam o seu ciclo fenológico. Normalmente estas plantas precisam acumular uma quantidade de horas de frio (abaixo de 7,2 graus centigrados) que vão de 200 horas a 1500 horas, dependendo de cada espécie. Algumas amoras precisam de 200 a 300 horas de frio por exemplo. Já as cerejas doces (Prunus avium) necessitam de no mínimo 1000 horas de frio assim como as groselhas que variam de 900 a 1300 horas.
Este acúmulo de horas de frio serve para que a planta faça uma diferenciação floral em detrimento de gemas foliares ou caulinares. Isto se dá devido a um balanço hormonal entre o os àcidos Indol acéticos e (AIA) e as giberelinas (GA), além de diversas outras ocorrências fisiológicas durante o período de hibernação.
Para estas frutas o frio também serve para o expurgo de doenças e pragas além de estimular a formação de ligninas e suberinas que vão engrossar e fortificar seus lenhos.
Que venha o frio...

16 de abr de 2009

Pinot Noir: A primeira dama.




Sem dúvida, a Pinot noir se mostrou a melhor uva em nossos experimentos. Melhor Brix, melhor álcool após vinificação, e o melhor vinho, sem sombra de dúvidas. Mas tudo que é bom... Foram poucas garrafas, já que as´vinhas desta casta produziram poucos cachos.

10 de mar de 2009

Pinot Noir. Vinificando a 1670 metros de altitude!!


Enfim consegui fazer as primeiras garrafas de vinho, e por sinal, um excelente vinho. A Pinot se desenvolveu muito bem, concentrou 23 graus brix e resultou num vinho de altíssimos 14,5 GL, sem chaptalização. Agora estamos vinificando a Cabernet franc, a Shiraz e a Cabernet Sauvignom, Todas com brix acima de 22. Tenho a impressão que teremos um vinho a ser reconhecido. Valeu tanto esforço. Para a próxima safra a expectativa é muito boa, para umas 800 garrafas.
E assim a gente vai desobrindo novas aptidões para nossas terras...

5 de fev de 2009

Sucesso!! 220 inscritos no III Seminário!!











Obrigado a todos os participantes pelo prestígio e pela atenção. Este III seminário foi de fato um grande sucesso. Graças ao Apoio dos amigos Rafael e Silvana, que fizeram deste o melhor de todos. Neste ritmo o IV Seminário será, quem sabe, uma referência para a fruticultura nacional.